Melhorar o ambiente é promover a saúde pública

A co-incineração é a melhor solução para o tratamento da fracção incinerável dos resíduos. Estamos como é evidente a falar da parte mais perigosa dos resíduos, que não pode de nenhuma forma ser depositada em aterros e que não tem outra solução adequada senão a valorização energética.
Foi por isso um erro o Governo do PSD ter revogado a co-incineração e termos como alternativa à resolução dos nossos problemas a mera exportação de resíduos.
Foi um erro porque viola claramente todas as orientações da política europeia de resíduos, que institui o princípio da auto-suficiência, segundo o qual cada país deve tratar os seus próprios resíduos no seu território.
Foi também um erro porque retirou competitividade à industria portuguesa, oferecendo-lhe uma solução cara e incerta.
Bem sabemos que esta solução poderá não ser o caminho mais fácil. São aliás compreensíveis os receios das populações, devido principalmente a constantes manobras e declarações de alguns políticos…
Pelas posições públicas da oposição, até parece que só vão começar a existir resíduos industriais perigosos, quando avançar a co-incineração.
A verdade pura e dura é que estes resíduos só deixarão de existir quando forem co-incinerados!
Demonstramos assim coerência nesta matéria. Técnica e política.
Técnica, porque pela segunda vez uma comissão científica assume que a co-incineração é a melhor solução e política porque iremos cumprir mais um compromisso que fizemos com os eleitores, nas últimas legislativas: o de implementar rapidamente a co-incineração para tratar os resíduos industriais perigosos.
Convém no entanto reforçar três ideias-chave:
1. Visto que defendemos o princípio da auto-suficiência, em matéria de resíduos, e somos frontalmente contra a sua exportação deveremos defender o mesmo princípio no que diz respeito à importação de resíduos industriais perigosos.
2. Deveremos reafirmar a importância das comissões locais de acompanhamento, pois reforçam a total transparência desta actividade.
3. Não poderemos ceder a populismos baratos ou a discursos fáceis. Como é do conhecimento público o actual presidente da Câmara Municipal de Coimbra anunciou que não irá emitir uma suposta licença para o inicio desta actividade na cimenteira de Souselas. Esquece-se no entanto, o senhor presidente de Câmara, que não lhe estão atribuídas competências para dar ou não licenças sobre esta actividade.
Este é o caminho da responsabilidade, é o caminho que dignifica a política de ambiente, um caminho que serve efectivamente o país!

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