Assembleia Municipal de 17 de Julho de 2006
…”Aquilo que se trata, é de transparência, de rigor e de boa gestão nas autarquias e os munícipes têm o direito de saber, exactamente, se uma autarquia é bem gerida ou se não é bem gerida.
Em relação às empresas municipais, dá-se um passo enorme.
Como sabem, esta Assembleia Municipal não fiscalizava nenhuma actividade das empresas, unicamente, o que se podia, era pronunciar e, neste momento, há uma fiscalização e há o Tribunal de Contas. Acho isto fundamental e só dignifica quem quer trabalhar e quem trabalha bem…”
“…Se o Senhor Pracana considera que, em relação à Lei de Financiamento das Autarquias não é preciso fazer nada, de facto estamos nos partidos certos; o Senhor no PSD e eu no Partido Socialista…”
“…E, aquilo que pergunto à Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Algés, que teve a honra de dizer aqui que gosta muito desta Proposta de Recomendação e preocupa-se muito com estas coisas, que procedimento é que teve relativamente à situação, que teve conhecimento, se se informou. Sinceramente, estou ao mesmo tempo chocado com aquilo que acabou de dizer, porque acho que é um contra-senso, a sua intervenção é um contra-senso.
Gostaria de dizer ao Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Carnaxide que, muito sinceramente, não me sinto capaz de avaliar se um parque infantil tem ou não condições de segurança. Muito sinceramente, não me sinto capaz. Se calhar, é incompetência minha, mas não sinto e nem tenho essa capacidade de saber de tudo. Se foi o Senhor Presidente da Junta de Freguesia, por aquilo que possa ter percebido mal que, a “olho nu”, chegou aos parques e disse que este precisa disto e aquele não precisa aquilo.
Está-se aqui a falar de coisas técnicas, que põem ou que podem pôr em causa a vida de uma criança. É esta sensibilidade, que todos devemos ter e não é uma questão de atribuição de responsabilidades mas, fazer isto com alguma leviandade, até me assusta. Até ao dia em que acontecer uma coisa séria, e depois aí, vamo-nos todos culpar por isso.
Acho que é uma questão de cidadania de todos.
É uma questão que tem que estar a funcionar, tem que estar fiscalizado e os equipamentos têm que estar homologados e, ponto final.
Julgo que isto é uma garantia que temos de ter para qualquer criança, que pode ser filho dum ou filho doutro. Quer dizer, acho que isso aí, não tem cores políticas sequer…”