Assembleia Municipal de 30 de Julho de 2007
“Se esta nova Estrutura Orgânica durar dez, ou doze anos é um mau prenúncio, porque quando se prevê centralizar os serviços num novo Fórum, que julgo que será um dos principais aspectos revolucionários, do ponto de vista do atendimento e serviço ao cidadão. Espero que daqui a poucos anos, quando estiver criado o Fórum, que, de facto, seja feita uma nova Estrutura Orgânica, porque esta é muito pesada.
Gostaria de ver melhor esclarecida a questão dos custos desta Orgânica, ou seja, se assume politicamente que a mesma será mais cara, e acho que se o fizer e se os objectivos para cumprir sejam de um melhor serviço aos Munícipes e aos próprios trabalhadores, acho que isso é de assumir publicamente, não é preciso esconder, nem estarmos atrás dos números, quando o Quadro de Direito Privado dá outras possibilidades que não dava o Quadro de Direito Público, portanto, teremos estes dados objectivos na concepção do próximo Orçamento e da entrega das Contas da Câmara.
Espero que esta Reestruturação Orgânica não dure assim tantos anos, ou seja, dure três/quatro, no sentido de termos o Fórum e a concentração dos serviços, que esse sim é um aspecto fundamental da reestruturação dos serviços e do serviço prestado aos Munícipes. A aposta neste investimento é fundamental, esse, sim, é que irá revolucionar a Câmara Municipal de Oeiras e irá dar as condições necessárias aos Dirigentes, no sentido de proporcionar os melhores serviços aos Munícipes de Oeiras…”
“…Relativamente à defesa dos trabalhadores e à nova geração, é importante a questão dos contratos individuais de trabalho, porque se não os jovens bem formados que saem das Universidades hoje, não teriam hipótese, absolutamente nenhuma, de entrarem na Administração Pública, devido ao número de entradas, que não está prevista na Lei.
Os números são claros, a previsão do contrato individual de trabalho é efectiva, através de uma proposta do Governo do Partido Socialista, isso é positivo, principalmente, para a geração mais jovem, seja como for, gostaria de deixar aqui um recado ao Senhor Presidente da Câmara, no sentido de lhe dizer que estas reestruturações orgânicas são cada vez mais dinâmicas, ou seja, acho que aquilo que faz sentido hoje em Oeiras, em dois mil e sete, se calhar em dois mil e nove já não faz sentido absolutamente nenhum, quer pela descentralização de competências por parte do Governo Central, quer pelos novos desafios que se põem relativamente aos munícipes, cada vez mais os munícipes são exigentes relativamente aos serviços, têm todo o direito de o serem, nós temos todo o direito e obrigação de proporcionar esses serviços e mais do que isso, de uma forma mais barata e mais eficiente…”
“…Estamos a discutir aqui o capital social daquela empresa, o aumento do capital social aparece exactamente porque a empresa foi mal gerida, muito mal diria mesmo durante vários anos.
Gostaria se possível, que fosse distribuído, porque ainda não é do conhecimento dos Senhores Membros Municipais, todas as auditorias externas que a Autarquia fez relativamente às empresas e às gestões anteriores.
Falo basicamente de duas que tenho conhecimento, uma relativamente aos SMAS de Oeiras e Amadora e outra à Empresa Oeiras Viva.
Acho que é competência desta Assembleia saber o que é que foi feito aos dois milhões e tal de euros de má gestão do último Mandato pela administração do PSD, dois mil e um/dois mil e cinco…”
“É só para dizer que ao humor com humor se responde. O PSD dá vontade de rir relativamente ao modo como geriu algumas perspectivas e pode-se provar em relação a algumas auditorias externas, mas, seja como for, é só para dizer que não podem confundir e acho que não é leal, nem justo, nem intelectualmente honesto, a parte do PSD ou de qualquer vereador que está aqui nesta bancada, confundir frontalidade, objectividade e a força que é típica, principalmente, de uma bancada jovem como é a do Partido Socialista, com arrogância, com falta de humor com isso tudo e mais do que isso.
Era importante ficar esse registo porque já não é a primeira vez que deixam aqui essa questão no ar e eu prefiro um bom combate político do que abanar a cabeça para a frente e a dizer mal por trás, prefiro um bom combate político nos sítios próprios a ir para os corredores dizer mal deste e daquele, prefiro um bom combate político a bater palmadinhas nas costas e por trás sabe-se o que Deus quiser, prefiro isso e essa frontalidade que é típica de um partido que se quer renovar e de um partido que tem futuro.”