Ganhar de novo, garantir a mudança.

Os portugueses conhecem bem o nosso ponto de partida. A direita deixou-nos, em “testamento”, muito mais que um deficit público excessivo e descontrolado. Para a história ficou ainda a crise económica, o crescimento galopante do desemprego, o descrédito da autoridade do Estado.

Em 2005, o Governo do PS agarrou, responsavelmente, os destinos do país e lançou um dos mais ambiciosos programas de reforma alguma vez concretizados. Segurança Social, Saúde, Justiça, Educação e Formação, Ciência e Administração Pública - em todas estas áreas críticas para o nosso futuro colectivo se verificou a mudança. E assim se começaram a construir as impreteríveis condições e garantias de sustentabilidade do nosso Estado Social.

Mas a nossa missão não terminou e não podemos desvalorizar a ameaça que “anda por aí”. O recente “up-grade” PPD/PSD, apresentado no seu último congresso, deve preocupar seriamente todos os socialistas. Privatizar a saúde, privatizar a educação, privatizar a segurança social, “rasgar” as marcas sociais da nossa constituição são os alicerces programáticos de uma alternativa de direita neo-liberal que condenaria à inutilidade os resultados positivos da governação do PS.

Neste quadro político, nenhuma aparente fragilidade subjectiva dos nossos adversários ou dificuldade imprevista, podem ser suficientes para abalar a motivação e o empenho de todos nós, socialistas, para continuar a construir uma Esquerda que, para além das reformas necessárias, reforça os valores da liberdade, igualdade, justiça, fraternidade e solidariedade na nossa sociedade. Importa, por isso, preparar 2009, mobilizando todo o partido e lançando as bases de um renovado e participado programa de governo que aprofunde e consolide, de modo perene, as mudanças estruturantes em curso.

Só uma nova maioria do PS em 2009, liderada por José Sócrates, assegurará um mandato necessário para concretizar plenamente, sem constrangimentos circunstanciais, um projecto de Esquerda Moderna para Portugal. E esta maioria, dependerá de muita coisa, mas também daquilo que cada um de nós lhe quiser dar.

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